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Ilya Espino de Marotta tomou posse do cargo de administradora do Canal do Panamá para o período 2026-2033. O ato formalizou a transição ordenada da Administração e o início de uma nova gestão à frente da instituição. Com mais de quatro décadas de serviço, a engenheira torna-se a primeira mulher a ocupar o principal cargo executivo do Canal.
"Há 41 anos cheguei para aprender. Hoje me cabe dirigir, mas a convicção é exatamente a mesma: servir ao Panamá com honestidade, com disciplina e com um profundo respeito à instituição", indicou Espino de Marotta.
"Meu compromisso continuará sendo com a eficiência, a transparência e a ética, porque cada dólar que administramos neste Canal é um dólar que pertence ao Panamá e assim o trataremos. Recebo esta designação com profundo senso de dever e com absoluta confiança naqueles que tornam o Canal possível todos os dias", complementou.
Em linha com o comunicado pela Administração do Canal do Panamá (ACP), a profissional atua na entidade após uma trajetória em áreas técnicas, operacionais e executivas do Canal. "Iniciou sua carreira em 1985 como engenheira naval e única mulher engenheira do estaleiro da então Divisão Industrial; posteriormente trabalhou na Seção de Engenharia da Divisão de Dragagem, na Seção de Engenharia Mecânica da Divisão de Engenharia e na Divisão de Contabilidade, onde atuou como engenheira avaliadora", precisou a ACP.
"Também foi coordenadora do Programa de Investimentos do Departamento de Operações Marítimas, integrou a equipe de Coordenação do Plano Diretor do Canal, participou do Escritório de Desenvolvimento de Programas e exerceu como gerente executiva de Administração de Recursos e Controle de Projetos", acrescentou.
"Mais tarde, ocupou o cargo de vice-presidente executiva de Engenharia e Administração de Programas, a partir do qual teve um papel fundamental na execução e conclusão do Programa de Ampliação, uma das obras de engenharia e gestão mais importantes empreendidas pelo Panamá. Concluída esta tarefa, exerceu como vice-presidente de Operações e, em 2019, foi designada subadministradora do Canal do Panamá, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2020. Em janeiro de 2024, foi nomeada, além disso, primeira oficial de Sustentabilidade do Canal do Panamá", complementou a ACP.
A cerimônia ocorreu no Edifício da Administração e contou com a participação do presidente da República, José Raúl Mulino; o ministro para Assuntos do Canal e presidente do Conselho de Administração, Jose Ramón Icaza; os membros do Conselho de Administração; o administrador cessante, Ricaurte Vásquez Morales; autoridades nacionais e colaboradores.
"Com esta posse, o Panamá demonstra mais uma vez que sabe relevar o comando de seu ativo mais importante com base em uma governança sólida, regras e processos claros e uma institucionalidade que funciona. Panamenhas e panamenhos todos, tenhamos orgulho do nosso Canal. Apoiemos a gestão da nova administradora", indicou o ministro Icaza.
A Administradora terá sob sua responsabilidade a execução da Visão Estratégica 2025-2035. Este roteiro busca garantir a segurança hídrica, reforçar a confiabilidade e resiliência das operações, diversificar os serviços do Canal e consolidar o Panamá como um centro logístico, marítimo e energético de alcance mundial.
Entre as iniciativas prioritárias destacam-se o desenvolvimento do lago de Río Indio, novos terminais portuários no Atlântico e no Pacífico, um corredor energético e um corredor logístico. Estes projetos visam ampliar as capacidades e fontes de receita da instituição, fortalecer a competitividade da rota e aumentar a contribuição do Canal para o desenvolvimento econômico do país.
A Administradora é engenheira naval formada pela Texas A&M University e possui mestrado em Engenharia Econômica pela Universidade Santa María La Antigua. Sua formação inclui programas executivos da INCAE Business School e da Kellogg School of Management da Northwestern University, além de uma certificação em administração de projetos pelo Project Management Institute.
"A posse abre um novo capítulo na história do Canal do Panamá e consolida a continuidade de uma instituição sustentada no mérito, na experiência e na sucessão ordenada de suas autoridades. Com esta transição, o Canal inicia uma nova etapa destinada a preservar sua função estratégica para o comércio mundial e ampliar os benefícios que gera para o Panamá", concluiu a ACP.

