• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

O Canal do Panamá prevê reduzir ainda mais o trânsito de navios devido à seca provocada pelo fenômeno El Niño, após uma primeira restrição em vigor desde 4 de setembro, anunciou a administradora da via.
A autoridade da rota interoceânica planeja restringir a passagem a "uma média de 29,5 trânsitos" para o próximo ano fiscal, que começará em outubro, de acordo com um projeto de orçamento apresentado à Assembleia Legislativa. Anteriormente, o número de embarcações que podem cruzar por dia já havia sido reduzido de 36 para 32, assim como o calado.
A nova média, no entanto, é menos drástica do que a do período 2023-2024, quando o canal foi obrigado a baixar para 22 travessias diárias também devido ao El Niño.
A via funciona com água da chuva que é armazenada nos lagos artificiais de Gatún e Alhajuela. Seu nível diminuiu devido ao El Niño, que se perfila como o mais intenso já registrado e obrigou a declarar todo o país em alerta.
Além disso, de acordo com o projeto de orçamento, que nesta segunda-feira foi aprovado no primeiro de três debates, o canal espera para o próximo ano fiscal (1 de outubro de 2026 a 30 de setembro de 2027) uma redução de 743 navios e 5 milhões de toneladas de carga. Durante o exercício anterior, quase 11.500 embarcações cruzaram com 462 milhões de toneladas.
"Estamos antecipando menos chuvas" e a redução do calado "limita-nos o volume de toneladas pela redução na capacidade de carga dos navios", afirmou Espino de Marotta.
A autoridade estima que as receitas do canal totalizarão cerca de 5,5 bilhões de dólares, cerca de 350 milhões a mais do que este ano. Enquanto isso, as contribuições diretas ao Estado são calculadas em 3,6 bilhões de dólares, o que representa um valor recorde devido à diversidade de negócios da rota.
Pelo canal, cujos principais usuários são Estados Unidos e China, estima-se que passe 5% do comércio marítimo mundial.

