As empresas peruanas recorrem cada vez com maior frequência a fornecedores do exterior para contratar serviços que vão desde consultorias e assessorias até soluções tecnológicas, licenças ou acesso a bases de dados.
Quando estes serviços qualificam como utilizados no país, podem encontrar-se sujeitos ao Imposto Geral às Vendas (IGV), um tributo que as companhias já estavam obrigadas a determinar e pagar apesar de o fornecedor ser um não domiciliado.
No entanto, desde julho de 2026, o procedimento mudou. A Superintendência Nacional de Aduanas e de Administração Tributária (Sunat) incorporou uma declaração juramentada informativa que busca vincular o pagamento do imposto com a operação que o originou, adicionando uma nova obrigação ao processo.
O que as empresas deverão informar agora? O que acontece se pagaram corretamente o IGV mas omitiram a declaração? Um descumprimento pode gerar multas ou afetar o uso do crédito fiscal?
A mudança foi estabelecida mediante a Resolução de Superintendência N.° 000047-2026/SUNAT e começou a ser aplicada desde julho.
Com o novo procedimento, as empresas que devam pagar IGV pela utilização no Peru de serviços prestados por não domiciliados terão que apresentar previamente uma declaração juramentada informativa através do Sunat Operaciones en Línea, proporcionando dados que permitam identificar a operação que origina o imposto.
A obrigação pode alcançar empresas que contratam no exterior consultorias, assessorias, serviços tecnológicos, licenças ou outros serviços, sempre que estes qualifiquem como utilizados no país para efeitos do IGV.
Assim, a mudança incorpora uma nova exigência formal que as companhias deverão considerar junto com o correto pagamento do imposto, especialmente pelas possíveis contingências que poderiam surgir ante omissões ou erros no cumprimento.



