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O Ministério da Produção (Produce) estabeleceu em 118 200 toneladas o limite de captura do bonito (Sarda chiliensis chiliensis) para 2026, em comparação com as 93 200 toneladas inicialmente fixadas, considerando as condições oceanográficas associadas ao fenômeno El Niño e as recomendações técnico-científicas do Instituto do Mar do Peru (IMARPE).
Segundo o IMARPE, as condições geradas pelo El Niño — como o enfraquecimento dos ventos costeiros, a diminuição do afloramento de águas frias e a entrada de massas de água quentes — favorecem uma maior disponibilidade do bonito, e recomendou manter uma abordagem precautória e monitoramento permanente da pescaria.
"Esta decisão se sustenta em evidências científicas e responde às condições atuais do mar. Estamos gerando oportunidades para nossos pescadores, mas sob regras claras que permitam aproveitar o recurso sem comprometer sua sustentabilidade", afirmou o ministro da Produção, Juan Carlos Requejo.
Como parte do ordenamento da atividade, o Produce estabelece um início escalonado: as embarcações de cerco menores de 20 m³ poderão iniciar operações a partir de 17 de agosto; as de cerco maiores de 20 m³ e até 32,6 m³, a partir de 27 de agosto; e as embarcações que utilizam redes de cortina e outras artes passivas, a partir de 6 de setembro de 2026.
Além disso, a norma dispõe que as embarcações de cerco capturem no máximo 60 % de sua capacidade de porão por faena, com tolerâncias diferenciadas de acordo com sua capacidade. Para as embarcações maiores de 20 m³ e até 32,6 m³, a tolerância é de até 2 toneladas; para as de 10 m³ até 20 m³, de até 1 tonelada; e para as menores de 10 m³, de até 0,7 toneladas.
Do volume disponível desde a vigência da resolução até 31 de dezembro — 23 363 toneladas — são distribuídas 11 770 toneladas para embarcações de cerco maiores de 20 m³ e até 32,6 m³; 6 465 toneladas para as de 10 m³ até 20 m³; 2 700 toneladas para as menores de 10 m³; e 2 428 toneladas para embarcações que utilizam redes de cortina e outras artes passivas.
"Reativar a pesca não significa extrair sem controle. Significa ordenar a atividade, proteger o estoque e assegurar que o bonito possa continuar se renovando. Por isso, esta medida combina limites de captura, um cronograma de operações e controles por faena, como parte de uma política de reativação responsável frente aos efeitos do El Niño", sustentou Requejo.
A medida faz parte das ações que o Produce desenvolve no âmbito do Plano de Reativação Pesqueira e Aquícola, orientadas a atender os efeitos do El Niño e recuperar a atividade produtiva sem colocar em risco os recursos hidrobiológicos. Nesse sentido, a proteção do estoque desovante e dos exemplares juvenis, juntamente com o monitoramento científico e o manejo adaptativo, constitui um componente central para garantir a sustentabilidade do bonito e da atividade pesqueira.

