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Agora sob o controle da Terminal Investment Limited (TIL), ligada à Mediterranean Shipping Company (MSC), o Porto de Paracas (Ica) registraria mudanças voltadas para ampliar sua capacidade de atendimento de carga com investimento superior a US$ 33 milhões.
Em fevereiro passado, o Instituto Nacional de Defesa da Concorrência e da Proteção da Propriedade Intelectual (Indecopi) e o Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) aprovaram a mudança de controle do Porto de Paracas. Até então, o terminal era operado por um consórcio integrado pela espanhola Servinoga (35%) e pelas brasileiras Pattac e Tucumann (32,5% cada uma), sociedade que em 2014 obteve a concessão do porto por 30 anos. Com a transação, 100% dessa participação passou para as mãos da gigante suíça Terminal Investment Limited (TIL), operadora global de infraestrutura portuária ligada à Mediterranean Shipping Company (MSC). Neste novo contexto, que mudanças concretas esta nova gestão trará para o terminal?
Em detalhe, a Terminal Portuário General San Martín - operadora do Porto de Paracas - apresentou ao Serviço Nacional de Certificação Ambiental para Investimentos Sustentáveis (Senace) um Relatório Técnico Justificativo (ITS) que detalha as modificações operacionais projetadas para essa infraestrutura em Ica, com o objetivo de ampliar sua capacidade de atendimento de carga conteinerizada.
A investimento contemplado ascende a US$ 9,6 milhões para a aquisição dos guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry) e equipamentos para a movimentação de contêineres no pátio; enquanto a incorporação de guindastes STS (Ship to Shore) —os guindastes de cais que operam diretamente sobre os navios— demandará um investimento de US$ 23,7 milhões. Em conjunto, o pacote de modernização supera os US$ 33 milhões.
A iniciativa da Terminal Portuário General San Martín busca responder ao crescimento sustentado da demanda portuária, que poderia atingir até 143.574 TEUs por ano, otimizando tempos de operação e o uso do espaço disponível no cais. Nesse contexto, o ITS referiu que os dois novos guindastes RTG —equipamento móvel utilizado para empilhar e trasladar contêineres— permitirão ampliar a cobertura de blocos operacionais e agilizar a logística interna do terminal.
Em paralelo, a incorporação de dois guindastes STS —utilizados para transferir contêineres entre o navio e o cais— visa melhorar a eficiência no atendimento de embarcações, reduzindo tempos de carga e descarga. Esses guindastes contam com sistemas de traslado sobre trilhos, elevação vertical e deslocamento horizontal de carga, o que os torna peças-chave para a operação portuária, acrescentou o documento.
O projeto também contempla a habilitação de três áreas atualmente sem uso dentro do porto para destiná-las ao armazenamento de contêineres vazios. Essa medida permitirá, explicou o ITS, uma melhor organização interna sem requerer novas obras de infraestrutura nem ampliações físicas do terminal.
Segundo o documento, todas as modificações serão desenvolvidas dentro de zonas previamente avaliadas no Estudo de Impacto Ambiental detalhado (EIA-d), portanto não implicam um aumento importante de impactos ambientais. Também não está previsto aumento de tráfego veicular nem construção adicional, pois as atividades se limitarão à montagem mecânica de equipamentos existentes.
Durante a fase de implementação, os guindastes serão montados a frio, ou seja, sem obras civis nem geração de efluentes. Os resíduos derivados do processo serão gerenciados conforme os planos ambientais vigentes do porto. Em operação, os guindastes RTG funcionarão mediante geradores elétricos a diesel, enquanto os STS utilizarão energia elétrica da rede interna, acrescentou o ITS.
Além disso, o documento sustenta que o projeto cumpre com o marco legal vigente, o qual permite este tipo de modificações sem necessidade de atualizar o instrumento ambiental principal, sempre que se demonstre que os impactos são mínimos e controláveis. Projetou-se, por último, uma vida útil de 30 anos para o conjunto de melhorias, com um período de implementação de aproximadamente 30 dias.
Fonte: apam_nacionales

