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12 de agosto de 2026
A COSCO Shipping Lines lançou o serviço marítimo CHX3, que conecta Paita, Chancay e Caldera (Costa Rica), e reforça o megaporto como hub logístico entre a América Latina e a Ásia com exportações como a fruta fresca.
Quase dois anos após sua inauguração, o porto de Chancay está ampliando seu papel como centro logístico para o comércio entre a América Latina e a Ásia. Isso porque a companhia de navegação chinesa COSCO Shipping Lines lançou o serviço marítimo CHX3, que oferece uma conexão semanal entre os portos de Paita (Peru), Chancay e Caldera (Costa Rica).
O novo serviço liga Paita — centro logístico de contêineres e cadeia de frio que atende exportadores agrícolas, pesqueiros, mineradores e têxteis do norte do país — a Chancay e às rotas transpacíficas para a Ásia.
Segundo a exportadora peruana de frutas Ecosac, o serviço poderá encurtar os tempos de transporte de frutas frescas, reduzir os riscos de perda de carga e diminuir os custos logísticos.
Desde sua inauguração em novembro de 2024, Chancay reduziu o tempo de transporte marítimo entre Peru e China para 23 dias e cortou os custos logísticos em 20%. O porto gerou US$3,650 milhões em comércio de importação e exportação, movimentou 500.000 TEU e contribuiu com mais de S/1,640 milhões em receitas fiscais.
Atualmente, opera três rotas troncais transpacíficas e cinco serviços regionais de ligação. Este ano, adicionou conexões diretas com Taicang, Nanjing e Guangzhou (China); a rota direta Taicang-Chancay reduziu o tempo de trânsito para 26 dias.
Em 2025, o terminal movimentou 336.200 TEU em contêineres, enquanto as operações de carga a granel e rolada atingiram 1,595 milhão de toneladas. De acordo com o Global Times, projeta-se que o porto gere US$4,500 milhões em benefícios econômicos anuais para o Peru — equivalentes a 1,8% do PIB — e mais de 8.000 postos de trabalho.
Além disso, prevê-se que a expansão da rede ofereça opções de envio adicionais para os exportadores latino-americanos de produtos como a fruta fresca. Da mesma forma, novas conexões de transporte marítimo, a digitalização e a integração de inteligência artificial estão sendo consideradas como parte do desenvolvimento do porto.
O porto de Chancay consolidou-se como o segundo terminal portuário do Peru com maior movimento de contêineres, segundo dados da APN compilados pela ComexPerú. Entre janeiro e maio, movimentou 164.221 TEU, superando os 134.072 TEU de Paita e concentrando cerca de 9,6% do tráfego nacional, embora ainda longe do Callao, líder com mais de 1,37 milhão de TEU.
No entanto, grande parte desse movimento corresponde a transbordo, que representou 55,7% das operações do terminal até maio; somada a reestiba, as operações de conexão e reorganização de carga atingiram 63,1%. Segundo a ComexPerú, Chancay se consolida principalmente como um ponto de conexão regional que direciona carga para serviços de maior alcance com destino à Ásia.
Para sustentar seu crescimento, especialistas da CCL e ComexPerú alertam que a infraestrutura portuária deverá ser acompanhada por uma rede logística que reduza o congestionamento na Panamericana Norte e melhore a conexão terrestre. Paralelamente, a discussão judicial sobre a regulamentação de tarifas continua aberta, depois que em junho o Poder Judiciário rejeitou a demanda da Cosco Shipping Ports contra o Indecopi.
@Gestion

