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O mercado de centros logísticos em Lima, Peru, manteve um sólido desempenho durante o primeiro semestre de 2026. A absorção acumulada anual superou os 110.000 metros quadrados (m2), o que representou um crescimento de 61% em relação aos seis meses anteriores e confirma a força deste segmento.
Isso teria sido impulsionado pela incorporação de novos espaços e pelo interesse das empresas em operar em infraestrutura logística moderna e estrategicamente localizada.
"O comportamento do mercado durante o primeiro semestre confirma que a demanda por infraestrutura logística moderna continua se fortalecendo. A rápida ocupação dos novos espaços e a redução da vacância evidenciam que as empresas continuam priorizando localizações estratégicas que lhes permitam tornar suas operações mais eficientes", afirmou Denise Vargas, coordenadora de pesquisa de mercado da Cushman & Wakefield.
O dinamismo do mercado também se refletiu em uma menor disponibilidade de espaços. De acordo com o último relatório da referida empresa, a taxa de vacância caiu para 5,7%; enquanto nos centros logísticos classe A passou de 9% para 5,3% entre um semestre e outro.
Este comportamento responde à rápida ocupação da nova oferta que entrou durante o período, o que demonstra que os desenvolvimentos modernos continuam sendo os mais valorizados por empresas de diferentes setores que buscam otimizar suas operações logísticas.
Uma das principais mudanças observadas durante o semestre foi a liderança da zona sul, que assumiu o protagonismo no período. Este corredor registrou uma ocupação de espaços de mais de 68.000 m2, consolidando-se como um submecado em crescimento e com um protagonismo que se mantém.
As zonas de Callao e leste mantiveram sua atividade, refletindo que as ocupações permanecem distribuídas entre os principais corredores logísticos de Lima. O relatório também destaca que o inventário de centros logísticos em Lima se aproximou dos 2 milhões de m2, após a incorporação de mais de 24.000 m2 de nova oferta em Lurín.
No entanto, a entrada desses espaços não gerou um aumento na disponibilidade, pois foram rapidamente absorvidos pelo mercado. Este comportamento evidencia um equilíbrio entre a incorporação de novos projetos e a capacidade das empresas de ocupá-los em curto prazo.
A combinação de baixa vacância, demanda sustentada, contratos de longo prazo e necessidade de infraestrutura especializada continua fortalecendo o posicionamento do setor logístico dentro do mercado imobiliário corporativo.

