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O ministro da Produção, Juan Carlos Requejo, sustentou que, diante da maior frequência dos fenômenos climáticos, como El Niño, é necessário estar preparado para aproveitar melhor as oportunidades que se apresentam nesses casos.
"Estamos vendo que o Fenômeno El Niño é cada vez mais frequente. O importante é nos acostumarmos, pois o Peru tem grandes vantagens devido aos seus diversos climas e sua riqueza, o que torna, justamente, nosso país especial", declarou em entrevista à RPP.
Desse modo, considerou que o Fenômeno El Niño tende a se tornar parte da normalidade e que reconhecê-lo nos permitirá aproveitar melhor esses cenários.
"Embora gere ameaças, porque prejudica setores como a pesca e a agroindústria, entre outros, também nos traz oportunidades em outras atividades produtivas", disse.
Como dizem os pescadores e os biólogos, a única forma de enfrentar esse tipo de situação é investigando e monitorando as atividades de captura, sublinhou Requejo.
"Assim como a pesca industrial de anchova teve problemas para cumprir sua cota, também aparecem outras espécies de oportunidade para a captura da pesca artesanal e a captura da pesca industrial", comentou.
Destacou, nesse sentido, a recente designação de Renato Guevara como presidente do Instituto do Mar do Peru (Imarpe). Disse que ele já conhece o comportamento do Fenômeno El Niño e seu impacto por experiências anteriores.
"É um reconhecido biólogo do Imarpe. Nosso órgão científico de bandeira, que deve nos guiar para um aproveitamento eficiente dos recursos, conta com os melhores quadros técnicos e é liderado por um especialista da casa que nos ajudará a enfrentar esta situação da melhor maneira possível", comentou.
Referiu que as águas quentes favorecem a presença de espécies como o atum, o bonito (atum pequeno) e a serra, entre outros. "Nós, peruanos, temos que nos acostumar a consumir o que o mar nos oferece", comentou.
Requejo lembrou que viemos de quatro temporadas bem-sucedidas em que houve um bom manejo pesqueiro.
"Esta temporada também terá um manejo científico e adaptativo que permitirá, na primeira oportunidade de pesca, que se capture sem afetar a sustentabilidade da anchova", observou.

