
Brasil inicia roadshow em Londres para promover sua carteira de concessões de 2027
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O Ministério dos Transportes do Brasil deu início, na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a um roadshow em Londres para apresentar a investidores internacionais a carteira de concessões prevista para 2027. A agenda busca atrair capital privado para 29 projetos rodoviários e ferroviários que somam R$ 262,6 bilhões em investimentos.
Distribuição da carteira
Dos 29 projetos, 11 correspondem ao setor rodoviário e 18 ao ferroviário. O segmento ferroviário concentra a maior parte dos recursos, com R$ 160 bilhões projetados, enquanto as rodovias somariam R$ 102,68 bilhões distribuídos em 11 contratos, segundo o detalhamento divulgado pelo ministério.
Reuniões com bancos e fundos
No primeiro dia da turnê, a delegação brasileira manteve encontros bilaterais com cinco grupos financeiros: o banco suíço UBS, Brookfield Asset Management, HSBC, Victory Hill Capital Partners e Pátria Investimentos. Na segunda-feira, 2 de novembro, estavam previstas reuniões com UKEF, Macquarie Capital, Crossrail International e Vinci Highways, além de um evento de apresentação da carteira a cerca de 100 investidores, enquanto na terça-feira, 3, a agenda se encerrava com encontros com o órgão britânico Nista e a gestora Vantage Infrastructure. Segundo o jornal portuário brasileiro, grupos como UBS Asset Management e Macquarie Group manifestaram interesse nas oportunidades oferecidas pelo mercado brasileiro.
Interesse por ferrovias e desafios regulatórios
O ministro dos Transportes, George Santoro, apontou que os investidores fizeram mais perguntas sobre os projetos ferroviários do que sobre as concessões rodoviárias, e associou esse interesse à posição do Brasil como exportador de commodities. O programa ferroviário depende de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de contas vinculadas para financiar a viabilidade das novas malhas, processo que o tribunal deve retomar em novembro. Entre os marcos da retomada ferroviária, o ministério destaca o edital do Corredor Minas-Rio, previsto para 17 de dezembro, que abrange 733 quilômetros de vias entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Financiamento público em queda
Enquanto a carteira de R$ 262,6 bilhões representa investimento privado estimado por meio de concessões, o financiamento público direto para o setor caminha em sentido contrário. Uma análise da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre o projeto de orçamento de 2027 indica que o governo federal e as estatais terão R$ 16,07 bilhões orçados para transportes, uma queda de 4% em relação à proposta de 2026, ajustada pela inflação, devido principalmente à redução de investimentos de estatais como Infraero e as Companhias Docas.



