
Navantia e Fincantieri criam joint venture para as corvetas europeias EPC
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- Navantia and Fincantieri make progress towards EPC outlining the priorities of their joint venture
- Fincantieri, Navantia and Naval Group sign EPC2 Consortium Agreement at Euronaval 2026
- Fincantieri, Navantia y Naval Group firman acuerdo para el consorcio EPC2
- European shipbuilder trio signs agreement for next phase of patrol corvette program
- New consortium formed to design second phase of European patrol corvette programme
Navantia e Fincantieri assinaram, na Euronaval, em Paris, um Heads of Agreement para estabelecer uma joint venture incorporada que reunirá os respectivos programas nacionais da European Patrol Corvette (EPC) e as oportunidades de exportação vinculadas. Cada empresa terá uma participação de 50% na nova sociedade, que atuará como entidade contratante dos programas.
O acordo é um novo passo após o Memorando de Entendimento assinado em 13 de fevereiro de 2026 entre as duas empresas e estabelece as bases para negociar a documentação definitiva da joint venture. A nova sociedade será responsável por coordenar o projeto funcional, a aquisição de elementos comuns dos navios, modelos de coprodução, o suporte durante o ciclo de vida e as oportunidades de exportação, funcionando como uma empresa plenamente operacional e não como um mero escritório de coordenação. Navantia e Fincantieri também buscam somar outros sócios europeus, como a Naval Group, que estuda se incorporar.
Ricardo Domínguez García-Baquero, presidente e CEO da Navantia, destacou que esse passo em direção à joint venture reflete a ambição compartilhada de construir capacidades navais e de defesa europeias mais integradas. Por sua vez, Pierroberto Folgiero, CEO e diretor-geral da Fincantieri, afirmou que o programa EPC representa uma oportunidade estratégica para transformar a cooperação europeia em maior escala industrial e competitividade global.
Consórcio para a segunda fase da EPC
No mesmo dia, Fincantieri, Navantia e Naval Group assinaram ainda um acordo de consórcio separado para a segunda fase do programa, conhecida como EPC2, em uma cerimônia realizada na Euronaval 2026 com a presença de representantes da OCCAR. Esse acordo marca a transição da fase inicial de projeto para a preparação da produção de uma futura classe de corvetas modulares e multifunção (MMPC), que desenvolverão uma plataforma comum Full Combat Multipurpose.
Segundo a documentação da Comissão Europeia citada pela Baird Maritime, a EPC2 é um desenvolvimento de 48 meses com um custo total estimado de 288,3 milhões de euros, destinado a entregar um projeto certificado e um protótipo das versões FCM e de longo alcance (LRM). A fase anterior, EPC1, voltada a estudos conceituais e projeto preliminar, teve um contrato da OCCAR assinado em outubro de 2023 no valor de 87 milhões de euros e duração de 24 meses.
Paralelamente, a Espanha avançou no financiamento de seu próprio programa: o Real Decreto 922/2026, publicado em 30 de outubro, prevê 1.786 milhões de euros em pré-financiamento sem juros para seis corvetas da variante espanhola.
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