
CADE aprova fusão entre Saipem e Subsea 7 com condição de venda de embarcação
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Brasil aprovou a fusão entre a italiana Saipem e a norueguesa Subsea 7, que dará origem a uma nova empresa denominada Saipem7. A aprovação ficou condicionada a um Acordo em Controle de Concentrações que obriga as empresas a vender a embarcação de lançamento de dutos e içamento pesado Seven Borealis para afastar as objeções concorrenciais levantadas durante a análise.
A embarcação e as condições de venda
O acordo exige que o comprador do Seven Borealis seja independente e receba aprovação prévia do próprio CADE, além de garantir que essa empresa possa competir no mercado brasileiro e dar continuidade aos projetos já contratados. O Seven Borealis tem 182,2 metros de comprimento, foi construído em 2012, conta com sistemas S-lay e J-lay, um guindaste principal de 5.000 toneladas e dois veículos operados remotamente, sendo capaz de operar em águas profundas e ultraprofundas de mais de 1.500 metros. Trata-se da única embarcação com sistema S-lay/J-lay entre as quatro embarcações de lançamento rígido da Subsea 7 classificadas como 'global enablers'.
As razões do CADE
O regulador brasileiro considerou que a operação apresentava riscos à concorrência no mercado de engenharia, suprimento, construção e instalação de sistemas submarinos, essencial para a exploração e produção de petróleo e gás, em particular no pré-sal brasileiro, onde Saipem e Subsea 7 são concorrentes próximas. O Tribunal do CADE havia reaberto sua análise em julho após aceitar recursos da Petrobras e da Associação Brasileira das Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP) contra uma aprovação anterior sem condições.
Análises pendentes em outros países
A aprovação do CADE não encerra o processo regulatório global da fusão. A Comissão Europeia conduz uma investigação aprofundada, cujo prazo foi estendido para 16 de dezembro e depois suspenso à espera de informações adicionais das empresas, enquanto o regulador de concorrência da Austrália tem um prazo de decisão que vence em 22 de dezembro. Segundo os termos da fusão, todas as condições pendentes devem ser cumpridas ou dispensadas até 31 de dezembro de 2026.
Impacto para as empresas
Saipem e Subsea 7 afirmaram que a venda da embarcação não afetará de forma significativa a lógica estratégica da fusão nem as sinergias anuais já anunciadas ao mercado, estimadas em cerca de 300 milhões de euros (338 milhões de dólares). As empresas assinaram um acordo de fusão vinculante em julho de 2025, após um primeiro acordo firmado no início daquele ano, com o objetivo de criar uma empresa de engenharia offshore com receita anual de cerca de 21 bilhões de euros e uma carteira combinada de contratos de 43 bilhões de euros.



