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A Alemanha expressou sua "preocupação" com a tomada do porto iemenita de Mocha, chave do Mar Vermelho, pelos Huthis, alertando que isso poderia afetar o tráfego marítimo global e o fornecimento de energia.
"Estamos acompanhando de perto a evolução da situação na região e no Mar Vermelho, em particular no estreito de Bab el-Mandeb. Os últimos relatórios - relativos à captura de uma cidade portuária - são, em nossa opinião, motivo de preocupação", declarou Josef Hinterseher, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, durante uma coletiva de imprensa em Berlim.
"E condenamos o fato de que, além do Irã, os Huthis também vêm tentando há semanas restringir a navegação internacional, sequestrar navios, atacar instalações de energia na Arábia Saudita e que agora também atacam o governo do Iêmen", acrescentou.
Foi relatado que os Huthis tomaram na quinta-feira, 10 de setembro, a cidade portuária iemenita de Mocha, a cerca de 80 quilômetros do estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e por onde circula aproximadamente 12% das mercadorias do mundo.
O porta-voz alertou que o crescente controle dos Huthis sobre esta rota marítima resultaria "naturalmente em maiores restrições aos embarques de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) da região, com os consequentes efeitos negativos sobre a situação do fornecimento no mercado mundial".
A tomada do porto ocorre depois que as forças Huthis conseguiram controlar os distritos de Hays e Al Jawja, no sul da província de Al Hudayda, conforme relatado pela mídia iemenita na quinta-feira, 10.
Hays é uma das principais frentes de combate na batalha pela costa ocidental do Iêmen devido à sua localização estratégica, que conecta os distritos do sul de Al Hudayda às rotas de suprimento que se dirigem a Mocha e Bab el-Mandeb.

