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O trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz despencou na terça-feira, 15 de setembro, para apenas quatro travessias, em comparação com as sete do dia anterior, ficando abaixo da média de 18 registrada nos últimos 10 dias, segundo dados preliminares do setor marítimo.
Essa queda no tráfego em uma via navegável que, antes da guerra com o Irã, gerenciava um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, responde à intensificação dos ataques na região.
Do total registrado na terça-feira, 15, dois navios saíam da passagem e outros dois entravam, segundo os dados. Nessas operações, não participou nenhum superpetroleiro (VLCC) nem navio metaneiro de gás natural liquefeito.
É possível que algumas embarcações estejam navegando por essa via navegável com seus transponders desligados, não sendo, portanto, contabilizadas nos registros.
O Salute, um navio gaseiro de grande porte (VLGC) que transportava cerca de 470.000 barris de gás liquefeito de petróleo, saiu pela rota iraniana; enquanto o petroleiro de tamanho Panamax Nautilus, com uma carga de cerca de 510.000 barris de nafta, deixou a área por uma rota não identificada em modo oculto.
Por sua vez, os dois navios que entraram navegavam com carga. Um deles era um petroleiro de curto alcance para produtos sujos e o outro, um cargueiro de granéis sólidos. Ambos entraram pela rota iraniana.
Enquanto isso, o número de navios que navegaram pelo Estreito de Bab el-Mandeb foi de 22 na terça-feira, 15, com poucas mudanças em comparação com os 24 registrados no dia anterior.

