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A carga total movimentada nos portos da Região do Bio Bio durante julho de 2026 foi de 1.350.857 toneladas, registrando uma queda de 30,9% na comparação anual, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
De acordo com o relatório, este resultado interanual deveu-se ao menor desempenho registrado em todos os serviços portuários.
A maior incidência negativa foi observada na carga desembarcada do exterior, que movimentou 313.398 toneladas e sofreu uma contração de 42,8% em doze meses, afetada principalmente por fortes quedas nas importações de granel sólido (-88,4%), contêineres (-34,4%), carga solta ou geral (-83,6%) e granel líquido gasoso (-22,9%).
Por sua vez, o serviço de cabotagem movimentou 188.331 toneladas, registrando uma queda de 46,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, explicada por quedas tanto na carga embarcada (-43,5%) quanto na desembarcada (-50,8%).
A este cenário somou-se a carga embarcada para o exterior, que atingiu 788.968 toneladas com um retrocesso de 16,8% (influenciado principalmente pela menor carga em contêineres, granel líquido gasoso e carga solta).
Enquanto isso, as operações de reestiva e transbordo reduziram-se em 47% (30.232 toneladas) devido a uma menor atividade de transbordos (-90,7%) e reestivas (-31%).
Da mesma forma, o serviço de trânsito caiu 42,1% interanual (29.928 toneladas), impactado pela queda da carga desembarcada (-97,6%).
O relatório do INE também destaca que os contêineres movimentados nas instalações portuárias regionais totalizaram 78.470 TEU, registrando uma diminuição de 31,7% em doze meses.
Este retrocesso foi marcado pelos contêineres de 40 pés, que dominaram o movimento com 92,9% do total (37.790 unidades) e uma queda de 30,8%. Na mesma linha, as caixas de 20 pés atingiram 2.890 unidades, sofrendo uma contração de 48,6% interanual.
Transporte terrestre e pedágios
O fluxo de caminhões de carga pelas rodovias da região também experimentou uma queda. Durante julho de 2026, as praças de pedágio do Bio Bio controlaram 470.923 passagens de veículos de carga, o que significou uma diminuição de 10,3% em relação a julho de 2025 (54.021 passagens a menos).
Esta queda foi liderada pelos caminhões de três ou mais eixos (que concentram 77,6% do transporte pesado na região), cujos controles atingiram 365.350 passagens e caíram 10,9% no mês analisado. Por sua vez, os caminhões de dois eixos registraram 105.573 passagens, reduzindo-se em 8,3% em doze meses.

