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Chile e Jordânia assinaram um memorando de entendimento (MoU) para estabelecer um Comitê Conjunto de Comércio e Investimentos, o primeiro mecanismo bilateral destinado a abordar a relação econômica e comercial entre ambos os países.
O documento foi assinado pela subsecretária de Relações Econômicas Internacionais, Paula Estévez, e pelo embaixador da Jordânia no Chile, Mohammad Al Shabbarn, nas dependências da Chancelaria.
O Comitê será um espaço institucional de diálogo sobre comércio e investimentos, abordando temas como a facilitação do comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias, entre outras.
Seu funcionamento permitirá identificar áreas concretas de cooperação econômica e trocar informações e experiências entre ambos os países.
A instância formalizará uma relação que, até o momento, embora limitada, tem mostrado dinamismo nos últimos tempos. Durante 2025, o intercâmbio comercial entre ambos os países atingiu USD 15,8 milhões, um aumento de 61,2% em relação a 2024.
As exportações chilenas totalizaram USD 9,1 milhões, com um aumento de 71,6%, e corresponderam principalmente a pasta química de madeira, uvas, passas, kiwis, grãos e farinha de tremoço e carragenina. Por outro lado, as importações da Jordânia somaram USD 6,7 milhões, com um aumento de 49%.
Ao que foi dito, soma-se um grande potencial de crescimento para o comércio entre as duas nações, fundamentado principalmente na complementaridade de ambas as economias.
O Chile dispõe de uma ampla oferta agroalimentar com experiência reconhecida nas cadeias globais de suprimento, enquanto a Jordânia é um exportador competitivo de fosfatos, fertilizantes e produtos químicos, insumos de alta demanda na produção agrícola. Essa complementaridade abre margens para diversificar e ampliar o comércio bilateral nos próximos anos.
"A assinatura deste Memorando marca um passo significativo na relação bilateral e oferece, pela primeira vez, um arcabouço institucional para direcionar o diálogo comercial com a Jordânia", afirmou a subsecretária Paula Estévez.
"Embora a relação tenha hoje uma base limitada, seu crescimento durante 2025 evidencia o espaço que existe para diversificá-la. Essa complementaridade abre margens para diversificar e ampliar o comércio bilateral nos próximos anos, por isso vemos com muito bons olhos o avanço na relação. Um próximo passo, eventualmente, seria abrir conversas para avançar em um acordo comercial", acrescentou.
Por sua vez, o embaixador Mohammad Al Shabbarn comentou que "consideramos a assinatura deste Memorando como um primeiro passo importante para o fortalecimento de nossa parceria econômica e esperamos o início das negociações para um Acordo de Associação Econômica Abrangente (CEPA) entre Jordânia e Chile".
"Um acordo dessa natureza constituiria um marco importante em nossas relações bilaterais e poderia se tornar um exemplo pioneiro de uma cooperação econômica mais profunda entre o Chile e um país do Oriente Médio", complementou.
A tudo isso se soma o fato de que a Jordânia possui uma localização geográfica estratégica, estando situada no cruzamento entre Europa, Ásia e África, o que a torna uma ponte de acesso a outros mercados da região.
Isso ganha relevância na estratégia de diversificação de destinos que o Governo do Chile está implementando, buscando aprofundar o acesso a novos mercados que ofereçam oportunidades com potencial para o setor exportador nacional.

