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PEQUIM, 4 de setembro (Reuters) – A gigante estatal chinesa de transporte marítimo COSCO rejeitou as alegações de que usou equipamentos ocultos em seus navios para coletar inteligência para Pequim, chamando as afirmações de "totalmente infundadas" e falsas.
A Reuters informou na terça-feira, citando dois altos funcionários do governo Trump, que a COSCO usou o equipamento para espionar comunicações militares perto das costas de nações-alvo, incluindo os Estados Unidos.
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a COSCO tem uma parceria de coleta de inteligência de décadas com Pequim, o que permite à China coletar sinais de comunicação de navios e aeronaves operando na Europa, América do Norte e Ásia.
"A COSCO SHIPPING sempre aderiu a operações orientadas para o mercado e práticas de conformidade em todos os nossos negócios globais", disse a empresa em um comunicado.
"Todo o equipamento de comunicação, navegação, segurança e operacional instalado em nossos navios é usado exclusivamente para fins comerciais legítimos, incluindo segurança da navegação, comunicações navio-terra e resposta a emergências", afirmou.
A COSCO acrescentou que nenhum dos equipamentos a bordo de seus navios foi usado para interceptar comunicações militares ou coletar inteligência.
Espera-se que o presidente chinês Xi Jinping visite Washington em 24 de setembro para conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, embora Pequim ainda não tenha confirmado formalmente a data da viagem.
A cúpula deverá se concentrar em uma série de questões sensíveis de segurança e comércio.
A embaixada da China em Washington já havia dito que Pequim nunca pediria a qualquer empresa ou indivíduo para "coletar ou fornecer dados, informações ou inteligência localizados no exterior contra as leis locais".
(Reportagem da Redação de Pequim; edição de Barbara Lewis)
