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Com um firme compromisso com a sustentabilidade ambiental e a modernização da infraestrutura nacional, o vice-ministro dos Transportes, Juan del Carmen Haro Muñoz, inaugurou o workshop de "Apresentação e revisão da proposta do Roteiro de Economia Circular do setor de Transportes (HREC Transportes)". O evento reuniu destacados profissionais do setor público, privado, cooperação internacional, academia, associações e sociedade civil, com o objetivo de coletar contribuições chave e validar os componentes estratégicos deste instrumento inovador.
O vice-ministro Haro Muñoz destacou que o setor de transportes vem impulsionando esta iniciativa de forma completamente voluntária, antecipando-se aos desafios globais, apesar de não ter sido inicialmente priorizado para o desenvolvimento de roteiros setoriais, no âmbito do Roteiro Nacional de Economia Circular até 2030, nem no Plano Nacional de Competitividade e Produtividade.
"A infraestrutura que desenvolvemos, os serviços que gerenciamos e os materiais e recursos que utilizamos geram impactos relevantes, mas também abrem grandes oportunidades para incorporar critérios de circularidade, eficiência, inovação e sustentabilidade ao longo de todo o ciclo de vida das atividades do setor", expressou o vice-ministro dos Transportes.
Na sessão, foi exposto que o país enfrenta atualmente o desafio de gerenciar cerca de 8,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos anuais, dos quais menos de 2% são valorizados formalmente. Diante desta realidade, o HREC Transportes busca superar o modelo tradicional linear de "extrair, produzir e descartar" por meio de uma abordagem integral e sistêmica.
A proposta setorial projetada para o período 2027-2031 contempla um plano de ações estratégicas organizadas sob quatro objetivos principais: Governança e financiamento; Inovação e infraestrutura circular; Consumo sustentável e compras públicas; e Territórios com sistemas de transporte circular.
É importante ressaltar que sua implementação será financiada por meio da otimização dos recursos existentes e das competências vigentes, não demandando, portanto, recursos adicionais. Por ser um instrumento de planejamento estratégico, o HREC Transportes não gera proibições, limitações, sobrecustos ou novas obrigações administrativas ou regulatórias para empresas, cidadãos ou a sociedade civil.
O processo de formulação, liderado tecnicamente pela Direção Geral de Assuntos Ambientais (DGAAM) do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), conta com o valioso acompanhamento da União Europeia através do Programa de Economia Circular "Negócios Sustentáveis".
Com estas ações, o MTC se posiciona na vanguarda da gestão pública, liderando o caminho para um transporte moderno, ecoeficiente e altamente competitivo que estenda o ciclo de vida dos ativos rodoviários do país.

