
ABS publica guia para avaliar o uso seguro da realidade aumentada em navios
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A ABS publicou um guia destinado a ajudar operadores marítimos e offshore a determinar se a realidade aumentada (RA) é adequada para tarefas específicas a bordo, alertando que os ganhos de produtividade não devem ser obtidos às custas da segurança. O documento, intitulado Advisory on Assessing Augmented Reality for Industrial Operations, estabelece um método para comparar o trabalho habilitado por RA com os procedimentos existentes em termos de segurança e desempenho, abrangendo inspeção, manutenção, navegação, capacitação e assistência remota.
Segundo a ABS, a RA permite inserir instruções, dados operacionais e alertas de perigo diretamente no campo de visão do trabalhador. Entre os usos possíveis, são mencionados a exibição de etapas de manutenção diante de um técnico, a marcação de tolerâncias de inspeção e a sinalização de zonas de exclusão ou perigo conforme as equipes se deslocam por um espaço. No entanto, os benefícios reais dependem da tarefa específica, do usuário individual e do ambiente operacional em que a tecnologia é aplicada.
Desenvolvimento com a Texas A&M
O guia foi elaborado em conjunto com o Laboratório ABS para Inovação Oceânica da Universidade Texas A&M, que estuda a adequação do hardware, da conectividade, da iluminação, do ruído e do efeito dos dispositivos de RA na percepção dos trabalhadores. O documento exige que os operadores avaliem a RA em comparação com o método de trabalho atualmente aceito, em vez de presumir que a tecnologia melhorará o desempenho por si só, e distingue as diferentes exigências impostas por tarefas de navegação, coordenação olho-mão, memória e processamento de informações.
Riscos identificados
Entre os riscos apontados pelo guia estão a distração, a oclusão visual e a dependência excessiva das instruções digitais. A Safety4Sea detalhou que a apresentação de informações digitais pode aumentar a carga cognitiva, desviar a atenção do ambiente ou interferir no escaneamento visual necessário para detectar perigos, o que é especialmente relevante em ambientes dinâmicos ou hostis, nos quais o pessoal precisa monitorar condições climáticas variáveis, equipamentos em movimento e a atividade de outros trabalhadores.
Declarações e próximos passos
Patrick Ryan, vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da ABS, afirmou que a realidade aumentada pode mudar a forma como o trabalho industrial é realizado, ao levar orientação especializada, dados operacionais e fluxos de trabalho digitais diretamente ao campo de visão do usuário, mas ressaltou que a indústria precisa de uma compreensão clara das implicações de segurança e desempenho para aproveitar esse potencial de forma responsável. A ABS indicou que o guia busca ajudar os operadores a avançar além dos projetos-piloto e tomar decisões de implementação baseadas em evidências, e que continuará trabalhando com a indústria na adoção segura da RA à medida que seu uso se torna mais comum nas operações diárias.
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