
Ataque armado a navio porta-contêineres da CU Lines no sul do Mar Vermelho
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Um navio porta-contêineres operado pela armadora chinesa CU Lines, o Cul Klang, foi atacado por uma pequena embarcação armada no sul do Mar Vermelho, em uma área ao norte do Bab el-Mandeb. O Centro de Segurança Marítima do Oceano Índico (MSCIO) recebeu os relatos do ocorrido, que aconteceu na madrugada de 7 de outubro. Após os disparos, a embarcação se afastou e o navio seguiu sua navegação em direção ao norte sem registro de feridos entre a tripulação.
Contexto de combates no Iêmen
O incidente ocorreu simultaneamente a uma intensificação dos combates na costa do Iêmen, onde forças sauditas e do governo reconhecido internacionalmente enfrentam os houthis para recuperar território perdido. Foram registrados confrontos na região de al-Waziya, na área de Taiz, e ao longo da costa ao sul de Mocha, incluindo a localidade de Dhubab, próxima ao Bab al-Mandeb. Forças sauditas afirmaram ter retomado Mocha e partes-chave da costa na terça-feira, embora, até quarta-feira, ambos os lados reivindicassem o controle de setores estratégicos do litoral.
Ataques com míseis
Os houthis também lançaram uma série de ataques com míseis contra a Arábia Saudita, com impactos confirmados perto dos aeroportos de Abha e Riad. Segundo a Associated Press, citada pela Maritime Executive, três pessoas morreram nesses dois aeroportos e pelo menos 30 ficaram feridas. As forças sauditas afirmaram ter abatido míseis adicionais e atacado uma plataforma de lançamento em Sanaa.
Dúvidas sobre a origem do ataque
Os houthis haviam afirmado que atacariam apenas embarcações vinculadas à Arábia Saudita, o que gerou dúvidas sobre se foram eles os responsáveis por disparar contra um navio chinês. Alguns relatos anteriores apontaram que certas embarcações pequenas na região poderiam ser barcos de pesca agindo para proteger suas redes. O último incidente confirmado no Mar Vermelho antes deste ataque remontava ao final de agosto, quando um petroleiro foi atacado em frente ao porto saudita de Yanbu, enquanto em 4 de outubro haviam sido relatadas explosões perto de um petroleiro no Golfo de Aden. A força naval europeia EUNAVFOR Aspides informou que continua escoltando navios e que a União Europeia trabalha para reforçar suas capacidades na região, em meio à persistência de riscos de segurança, apesar da recuperação nos níveis de tráfego pelo Bab el-Mandeb.
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