
Exportações peruanas cresceram 17,7% em agosto de 2026 impulsionadas pela mineração e pela pesca
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O volume total das exportações peruanas cresceu 17,7% em agosto de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, segundo informou o Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI). O chefe do órgão, Gaspar Morán Flores, indicou que o resultado foi impulsionado principalmente pelos produtos tradicionais, que avançaram 20,9% em volume, com o setor de mineração como o de maior incidência.
Mineração e cobre como motor exportador
Dentro dos produtos tradicionais, as exportações de minério cresceram 19,6% em termos interanuais. O cobre se manteve como o metal de maior demanda externa, com um valor real de 2.056,8 milhões de dólares, 25% a mais do que em agosto de 2025, com China e Japão como principais destinos, com 75,4% e 8,4% de participação respectivamente. Também subiram as exportações de ouro (12,9%), chumbo (33,5%), minério de ferro (33,2%), estanho (4,3%) e prata refinada (46,4%), enquanto o zinco caiu 14%. O setor agrícola subiu 7,8% e as exportações de petróleo e gás natural dispararam 104%, impulsionadas pelos derivados de petróleo (48,6%) e pelo gás natural (395,2%).
Produtos não tradicionais
Os produtos não tradicionais aumentaram 10,3% em agosto, liderados pelo setor pesqueiro, que cresceu 66,8% e acumulou doze meses consecutivos de expansão graças aos mexilhões e vieiras congelados, lulas e calamares, e conservas de pescado. Também avançaram o setor metalmecânico (10,3%), o agropecuário (9,5%), com mirtilos, abacates e cítricos entre os produtos em destaque, o siderometalúrgico (8,1%) e o químico (6,6%). Em contrapartida, recuaram o setor de minerais não metálicos (-7,9%) e o têxtil (-0,6%).
Importações também em alta
As importações registraram um aumento interanual de 5,9% em agosto de 2026, impulsionadas pela maior demanda de bens de consumo (13%), matérias-primas e produtos intermediários (6,2%) e bens de capital e materiais de construção (0,9%). Dentro dos bens de consumo, destacaram-se os duráveis, como automóveis montados (40,3%) e outros veículos (68,9%), enquanto entre as matérias-primas se destacou a entrada de diesel B2 (315,1%).
Balanço acumulado e seu impacto no comércio exterior
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o volume total de exportações FOB cresceu 6,5% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações aumentaram 16,6%, impulsionadas por bens de capital e materiais de construção (21,9%), bens de consumo (23,5%) e matérias-primas e produtos intermediários (9,9%). Segundo a Puertos y Comercio, esses resultados refletem a diversificação da economia peruana e ressaltam a relevância dos portos e da logística portuária para a gestão do comércio exterior e do emprego vinculado ao transporte marítimo.
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