
Hapag-Lloyd insiste junto a Israel por sua oferta melhorada de US$ 4,2 bilhões pela ZIM
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A Hapag-Lloyd instou as autoridades israelenses a revisarem os termos melhorados de sua oferta de US$ 4,2 bilhões para adquirir a ZIM Integrated Shipping Services, depois que o Ministério das Finanças de Israel manifestou que o acordo não deveria ser aprovado. A armadora alemã sustentou que essa posição não refletia as melhorias substanciais apresentadas na semana anterior, entre elas uma rota direta à Ásia, operações marítimas internas para a nova ZIM Israel, investimento em marítimos israelenses, salvaguardas adicionais para as necessidades de transporte do país e uma proteção mais robusta da 'golden share' estatal na ZIM. A companhia disse que continuava focada em fechar a transação antes do fim do ano.
Freio regulatório
Poucos dias depois, a Autoridade de Empresas Estatais de Israel (GCA), responsável por administrar a golden share estatal na ZIM, informou que havia deixado de processar a solicitação vinculada à operação porque não havia recebido uma proposta revisada sobre as operações da companhia após o fechamento dentro do prazo estabelecido. O pedido original de aprovação havia sido apresentado em março de 2026, e a carta da Hapag-Lloyd e de sua parceira israelense FIMI anunciando sua intenção de apresentar mudanças chegou em setembro. A GCA esclareceu que as partes deverão submeter uma proposta completa caso desejem uma nova revisão da fusão ou da ação especial do Estado.
Oposição e ressalvas
Diversos setores em Israel, incluindo órgãos do governo e o sindicato que representa boa parte dos trabalhadores da ZIM, manifestaram sua rejeição à operação. Entre as objeções estão a participação dos fundos soberanos do Catar (12,3%) e da Arábia Saudita (10,2%) na Hapag-Lloyd, a capacidade da ZIM Israel de atender às necessidades logísticas estratégicas do país e a dependência operacional da nova empresa em relação à armadora alemã. O Ministério das Finanças também citou o envelhecimento da frota, a perda de economias de escala pela separação do restante dos navios da ZIM e projeções financeiras que considera excessivamente otimistas.
Sinais de aproximação
O Ministério da Economia de Israel, chefiado pelo ministro Nir Barkat, começou a reconsiderar sua oposição após a proposta reestruturada, segundo reportou a Alphaliner, com uma nova reunião prevista para a primeira semana completa de outubro. A oferta revisada incorporaria dez melhorias, entre elas uma rota semanal ao Extremo Oriente que somaria uma terceira linha comercial aos serviços do Atlântico e do Mediterrâneo, uma frota mínima maior e o dobro de contêineres refrigerados para garantir o abastecimento de alimentos em emergências. O plano projetaria um aumento de receitas de US$ 1,7 bilhão em dez anos e mais US$ 200 milhões de lucro líquido, além de garantias trabalhistas que incluem a não realização de demissões antes do fim de 2027. As ações da ZIM encerraram em US$ 30, abaixo dos US$ 35 por ação oferecidos na proposta de compra.
Novo processo e questionamento de acionistas
Em 2 de outubro, o CEO da Hapag-Lloyd, Rolf Habben Jansen, afirmou que as objeções do Ministério das Finanças e da GCA se referiam à proposta original e não levavam em conta as melhorias introduzidas em conjunto com a FIMI, e anunciou que apresentaria e explicaria o plano revisado às autoridades israelenses nas próximas semanas. A decisão da GCA de travar a revisão da estrutura original implica que o processo deverá começar novamente. A isso se soma uma reivindicação de um grupo de acionistas que representa mais de 10% das ações da ZIM, que pediu uma nova votação caso o acordo revisado seja materialmente diferente do aprovado anteriormente pelos acionistas, embora não tenha sido estabelecido que a lei israelense ou o acordo de fusão exijam legalmente uma segunda votação.
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