
Los Angeles e Long Beach apontam GNL e metanol como combustíveis marítimos-chave
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Os portos de Los Angeles e Long Beach divulgaram um estudo conjunto, o Clean Marine Fuel Feasibility Assessment, que identifica o gás natural liquefeito (GNL) e o metanol como os combustíveis marítimos alternativos mais viáveis no curto e médio prazo. O trabalho, elaborado no âmbito das iniciativas de Green Shipping Corridor de ambos os portos, projeta que a demanda anual de GNL na baía de San Pedro poderá situar-se entre 65.000 e 115.000 toneladas métricas até 2030, enquanto a de metanol oscilaria entre 64.000 e 250.000 toneladas métricas, conforme as condições de mercado e o ritmo de incorporação de navios com motores alternativos.
Infraestrutura por etapas
O estudo não recomenda investimentos maciços e imediatos em infraestrutura, mas sim uma abordagem gradual que aproveite as instalações existentes à medida que a demanda real cresce. Para o metanol, grande parte do armazenamento e da distribuição necessários já está disponível ou poderia ser adaptada, o que reduziria os custos iniciais; sugere-se ainda impulsionar projetos-piloto de bunkering, incentivar a adoção antecipada e trabalhar com reguladores em normas de segurança e licenciamento. No caso do GNL, recomenda-se apoiar-se nos métodos já existentes de bunkering navio a navio em vez de construir novas instalações de armazenamento em grande escala dentro dos portos.
Corredores verdes e próximos passos
O relatório soma-se aos esforços em curso para estabelecer corredores de transporte marítimo limpo entre grandes centros comerciais internacionais. Em abril, Los Angeles e Long Beach renovaram seu acordo de Green and Digital Shipping Corridor com Singapura, que já realizou testes de bunkering de metanol e concedeu licenças a fornecedores desse combustível, enquanto os portos californianos avançam rumo às suas próprias capacidades de demonstração. O próximo passo será uma solicitação conjunta de propostas, prevista para o final de 2026, destinada a projetos que demonstrem capacidades de bunkering de combustíveis alternativos na baía de San Pedro.
Declarações dos portos
O diretor executivo do Porto de Long Beach, Noel Hacegaba, afirmou que os investimentos estratégicos orientados por este estudo permitirão um mercado crescente para esses combustíveis marítimos mais limpos, ajudando os navios que operam na rota transpacífica a avançar rumo a um futuro mais limpo. Já o diretor executivo do Porto de Los Angeles, Gene Seroka, declarou que reduzir as emissões dos navios é um dos desafios mais importantes para o setor e que o estudo oferece uma visão mais clara de para onde o mercado está caminhando.
Impacto ambiental
Cerca de 4.000 navios atracam anualmente nos portos da baía de San Pedro, e as embarcações oceânicas representam a principal fonte de emissões dentro do complexo portuário. O benefício ambiental do GNL e do metanol dependerá de como esses combustíveis são produzidos e fornecidos. O Plano de Ação para o Ar Limpo dos portos, aprovado em 2006 e atualizado em 2017, já conseguiu reduzir as emissões relacionadas à atividade portuária desde 2005 em 90% de material particulado diesel, 70% de óxidos de nitrogênio e 98% de óxidos de enxofre, com metas de reduzir os gases de efeito estufa em 40% abaixo dos níveis de 1990 até 2030 e em 80% até 2050.
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