
Marinha dos EUA instala sistemas antidrones DRAKE em submarinos da classe Ohio
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A Marinha dos Estados Unidos está instalando o sistema de guerra eletrônica antidrones DRAKE a bordo de seus submarinos de mísseis guiados da classe Ohio, entre eles o navio líder da classe, o USS Ohio. O sistema, cujo nome completo é Drone Restricted Access Using Known Electromagnetic Warfare, detecta, identifica, rastreia e neutraliza pequenos drones por meio de interferência de radiofrequência, sem recorrer a armas convencionais como mísseis ou projéteis.
Funcionamento técnico
O DRAKE utiliza rádio definido por software para varrer o espectro eletromagnético e identificar veículos aéreos não tripulados de pequeno porte. Uma vez detectada a ameaça, os operadores podem ativar uma função de interferência que corta a comunicação entre o drone e quem o controla, impedindo que ele complete sua missão. O sistema tem limitações: não é eficaz contra drones que operam de forma autônoma, sem depender de um enlace contínuo com um operador, e sua eficácia varia conforme as condições ambientais e a tecnologia de comunicações de cada aeronave.
Atualizações da Northrop Grumman
A fabricante Northrop Grumman está modificando o software e o hardware do DRAKE com base no retorno obtido em seu uso operacional. Michael Johnson, fellow da empresa, apontou que uma das novidades é uma interface baseada em Android, pensada para facilitar o manuseio do sistema, e acrescentou que os equipamentos já em operação interagem com os sistemas de drones e aprendem com esses encontros. O DRAKE se tornou programa aprovado pela Marinha em abril de 2024, e em setembro do mesmo ano a empresa obteve um novo contrato de produção para a variante JCREW/DRAKE 2.0. A família DRAKE inclui versões montadas, portáteis e de instalação fixa, e vem sendo utilizada na frota de superfície da Marinha desde pelo menos 2021.
Vulnerabilidade dos submarinos
O USS Ohio é um dos quatro submarinos da classe Ohio convertidos de mísseis balísticos para mísseis guiados (SSGN), capazes de transportar até 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk e de realizar operações especiais. Embora permaneçam ocultos sob a água, sua exposição aumenta ao emergir ou ao operar próximo a costas e portos, onde pequenos drones podem realizar tarefas de vigilância sem necessidade de equipamentos de reconhecimento de grande escala. O DRAKE oferece às tripulações uma ferramenta defensiva adicional, ainda que não garanta proteção contra todo tipo de ameaça de drones. A Marinha não revelou qual versão do sistema foi instalada no USS Ohio, nem seus alcances de detecção e interferência.
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