
Navio-tanque Louise 1 sofre ataque com explosivos no Estreito de Ormuz
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Um navio-tanque identificado como Louise 1 sofreu um ataque com explosivos fixados ao seu casco por uma pequena embarcação no Estreito de Ormuz. O fato provocou um incêndio na casa de máquinas que deixou o navio temporariamente inoperante, embora o fogo tenha sido extinto e a embarcação tenha seguido viagem até seu próximo porto de escala.
Mudança de tática
O ataque representa uma mudança no modus operandi dos ataques atribuídos ao Irã contra a navegação comercial na região, que até agora se concentravam no uso de drones, mísseis e disparos de armas leves a partir de embarcações menores. Neste caso, os explosivos foram colocados manualmente sobre o casco do navio, uma modalidade descrita como inédita dentro do conflito que afeta a navegação na região há oito meses.
Outros incidentes no mesmo dia
Horas antes do ataque ao Louise 1, a UKMTO informou que outro navio foi atingido por um projétil não identificado enquanto completava um trânsito de saída pelo Estreito de Ormuz, às 16h00 UTC do dia 29 de outubro, na zona sul próxima a Omã. Além disso, um incidente anterior que havia sido reportado como um navio-tanque em chamas e afundando foi esclarecido pelas autoridades regionais: tratava-se, na verdade, de um dhow comercial que pegou fogo, adernou e afundou, com sua tripulação evacuada em segurança.
Números de ataques na região
Os números sobre a magnitude dos ataques variam conforme a fonte. Segundo dados da OMI citados por dois veículos, foram registrados 34 ataques confirmados contra navios entre 28 de setembro e 27 de outubro, principalmente no Estreito de Ormuz, embora o Irã também tenha atacado embarcações em áreas mais amplas da região nas últimas semanas. Outra fonte apontou que o ataque ao Louise 1 constituiu o 35º ataque confirmado contra um navio no período de um mês. Um relatório adicional indicou que, desde o início das hostilidades no final de fevereiro, foram contabilizados 121 ataques confirmados contra navios mercantes na região, com um saldo de 24 marítimos mortos.
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