
O índice ambiental dos portos europeus cai para 8,51, segundo o relatório ESPO 2026
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A Organização Europeia de Portos Marítimos (ESPO) apresentou o seu Relatório Ambiental 2026, elaborado com dados de 73 portos de 17 países europeus, no qual o índice de gestão ambiental caiu para 8,51 em 10, face ao recorde de 8,67 registado no ano anterior. O documento, apresentado em 8 de outubro durante o GreenPort Congress em Portsmouth, assinala que o próximo passo para o setor é demonstrar que as medidas ambientais funcionam, além de continuar a incorporar sistemas.
Gestão ambiental consolidada
Apesar da queda do índice, a gestão ambiental continua firmemente instalada nos portos: 97% conta com uma política ambiental definida, 99% fixou objetivos de melhoria e 95% dispõe de um programa de monitorização específico. 77% possui pelo menos um Sistema de Gestão Ambiental certificado, e a publicação de informação ambiental atingiu um máximo histórico de 85%. No entanto, apenas 77% tem objetivos ambientais quantificáveis e a formação ambiental dedicada baixou para 60%.
As alterações climáticas, prioridade número um
Pelo quinto ano consecutivo, as alterações climáticas mantêm-se como a principal preocupação ambiental dos portos europeus, seguidas pela qualidade do ar e pela eficiência energética. 85% das autoridades portuárias já conta com objetivos próprios de redução de gases com efeito de estufa, 79% está a reforçar a resiliência da sua infraestrutura existente e 89% incorpora critérios de adaptação climática em novos projetos. 70% dos portos reportou desafios operacionais ligados ao clima, o nível mais alto registado desde que este indicador é medido.
Eletrificação e limitações de rede
Em matéria de eletrificação, 60% dos portos analisados oferece fornecimento elétrico em porto (OPS) para navios atracados, embora 54% desses portos reporte infraestrutura de rede insuficiente ou indisponível, o que constitui um claro freio à expansão desta tecnologia. Paralelamente, 93% dos portos dispõe de pontos de recarga elétrica para automóveis e camiões. O uso de taxas portuárias diferenciadas de acordo com o comportamento ambiental dos navios também cresceu, alcançando 70% dos portos, a percentagem mais alta registada até agora.
Combustíveis alternativos em marcha
O relatório também regista avanços em combustíveis alternativos: o gás natural liquefeito (LNG) já está disponível para abastecimento em 52% dos portos participantes, enquanto os projetos de biocombustíveis subiram de 28% para 41% entre 2025 e 2026. Os projetos de amoníaco cresceram para 20% e os de combustíveis sintéticos para 18%, enquanto a atividade ligada ao hidrogénio se manteve estável em 42%. Segundo Tim Verhoeven, conselheiro sénior de políticas da ESPO, esta edição do relatório incorpora por primeira vez recomendações de política e conclusões-chave, com especial atenção à relação porto-cidade.
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