
Starnav Elektra: primeiro navio híbrido do Brasil com tripulação 100% feminina
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O Starnav Elektra, construído pelo Estaleiro Detroit em Itajaí, Santa Catarina, tornou-se o primeiro navio com propulsão híbrida fabricado no Brasil. A embarcação conta com uma tripulação formada exclusivamente por mulheres, liderada pela comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, e foi entregue em setembro para iniciar um contrato de doze anos com a Petrobras.
Tecnologia e especificações
O navio, classificado pela American Bureau of Shipping (ABS) como o primeiro PSV híbrido projetado e construído no Brasil, incorpora um sistema de baterias de lítio-ferro-fosfato de 1.322 kWh instalado no convés principal, dimensionado para manter o posicionamento dinâmico DP2 por 20 minutos em caso de falha de motor. Com 5.500 toneladas de porte bruto, 92,1 metros de comprimento, 20 metros de boca e velocidade de serviço de 12 nós, a embarcação também está preparada para operar com combustíveis renováveis como o HVO.
Conteúdo local
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos do Brasil, a construção do Elektra alcançou um conteúdo local estimado entre 65% e 70%, número que o veículo Porto e Navios também destacou ao apontar que o PSV híbrido atingiu 65% de conteúdo local. Já o portal Baird Maritime lembrou que o contrato firmado com a Petrobras exige um patamar mínimo de 40% de conteúdo local durante a etapa de construção.
Tripulação feminina
A tripulação é composta inteiramente por mulheres, que ocupam o comando, a praça de máquinas, a navegação e outras funções operacionais. De acordo com a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário da Antaq, as mulheres representavam 17,8% dos empregos do setor em 2024, com participação de 10% em cargos operacionais. Durante a construção do navio, participaram em média 58 mulheres, distribuídas nas áreas de engenharia, planejamento, qualidade, suprimentos, segurança e produção.
Próximos passos
O Starnav Elektra é o primeiro de uma série planejada de até dez embarcações híbridas, que incluirá seis PSV e quatro navios de resposta a derramamentos de óleo. A Petrobras adjudicou, em dezembro de 2024, contratos para doze PSV, divididos em partes iguais entre a Starnav e a Bram Offshore, cada uma com seis unidades.
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