
Xangai e Melbourne lançam plano de implementação de corredor marítimo verde
Cubierto por 2 fuentesPublicado
O Porto de Xangai, o Porto de Melbourne e a C40 Cities lançaram o plano de implementação do Corredor Marítimo Verde Xangai-Melbourne, que entra assim em sua fase de execução. O documento estabelece medidas para reduzir as emissões em toda a cadeia de suprimentos marítima, com foco em combustíveis de baixo carbono, energia em terra (shore power) e integração digital entre portos e navios.
Do acordo ao plano concreto
A iniciativa havia sido firmada em 19 de outubro de 2025 no North Bund Forum, em Xangai, por meio de um acordo entre a Comissão de Transporte Municipal de Xangai e o Porto de Melbourne, com o apoio da C40 Cities. O novo plano de implementação foi divulgado em 21 de outubro de 2026 no Green and Low-Carbon Forum, no âmbito do North Bund International Shipping Forum, e estabelece como meta principal concluir estudos de viabilidade e implantar um ou mais navios porta-contêineres propulsionados por combustíveis de baixo carbono na rota Xangai-Melbourne até 2035.
Metas de combustíveis e energia
O plano identifica o metanol verde e outros combustíveis de baixo carbono de origem não fóssil como alternativas aos combustíveis marítimos convencionais. Segundo a Port Technology, Xangai busca alcançar uma capacidade anual de abastecimento de um milhão de toneladas de metanol verde e biocombustíveis, enquanto a Ports News Rússia detalha que os planos de transporte de Xangai preveem que essa capacidade na escala de um milhão de toneladas seja atingida até 2030. Melbourne, por sua vez, comprometeu-se com a neutralidade de emissões de suas próprias operações até 2030 e avaliará a viabilidade de fornecer combustíveis alternativos no porto, além de avançar na infraestrutura de energia em terra.
Parceiros do projeto
A parceria reúne a Comissão de Transporte Municipal de Xangai, o Porto de Melbourne e a C40 Cities como parceiros fundadores, junto com a Shanghai International Port Group (SIPG) e a COSCO Shipping Lines como parceiros industriais chineses. As empresas de energia HAMR Energy e ABEL Energy, da Austrália, e Shenergy, da China, participam da produção e do fornecimento de combustíveis, enquanto a China Classification Society (CCS) liderou o trabalho sobre padrões e certificação de combustíveis. A C40 Cities, rede climática global que reúne 96 cidades com cerca de 920 milhões de habitantes, facilitará a coordenação entre os atores envolvidos.
Contexto comercial e declarações
O plano coincide com o 20º aniversário da relação de portos-irmãos entre Xangai e Melbourne, vínculo que, segundo a Ports News Rússia, remonta a 2006. A China é o principal parceiro comercial de Melbourne, representando 50% das importações de contêineres e 20% das exportações do porto australiano, que movimentou um recorde de 3,52 milhões de TEU no ano fiscal encerrado em junho de 2026. Kevin Austin, diretor executivo adjunto da C40 Cities, afirmou que a descarbonização do transporte marítimo é urgente para o cumprimento do Acordo de Paris, enquanto Saul Cannon, CEO do Porto de Melbourne, declarou que o plano coloca em prática o compromisso de neutralidade de emissões e avança no potencial de energia em terra, na viabilidade de combustíveis verdes e na implantação de navios de baixas emissões na rota.
Más destacadas
WinGD e HD Hyundai Marine Engine assinam acordo de licenciamento na Coreia do Sul
MOL e CMB.TECH batizam os primeiros três graneleiros Capesize a amônia do mundo
Navio com bandeira panamenha pega fogo após ataque no Estreito de Ormuz
Suprema Corte britânica decide a favor do London P&I Club no caso Prestige