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Pialze Oriente S.A.C., empresa de capital peruano e membro da Sociedad Nacional de Industrias (SNI), indicou que obteve da Autoridade Portuária Nacional (APN) a Viabilidade Técnica Temporária para desenvolver o Terminal Portuário Pialze Oriente (TPPO), em Loreto.
Trata-se de um projeto que busca converter Iquitos em um novo ponto de articulação entre a Amazônia brasileira e os portos peruanos do Pacífico.
A área de influência da iniciativa compreende importantes mercados produtores de grãos, soja, proteína animal e insumos agroindustriais, o que abre a possibilidade de posicionar a zona como um eixo estratégico para o movimento de carga e a integração comercial entre Peru e Brasil.
A proposta não parte unicamente de uma projeção. Este ano, uma operação piloto movimentou 2.000 toneladas de torta de soja do estado brasileiro de Roraima para o Peru através do eixo Manaus–Iquitos, demonstrando a possibilidade de movimentar carga brasileira para o território peruano utilizando o sistema fluvial amazônico. No sentido inverso, produtos peruanos como os fosfatos já têm o Brasil como mercado de destino.
O TPPO propõe aproveitar esses fluxos existentes para desenvolver um corredor bidirecional com carga brasileira para o Pacífico e mercadoria peruana para o interior do Brasil. O terminal está projetado em 50 hectares titulados, a jusante de Sinchicuy com acesso ao sistema fluvial amazônico e uma profundidade natural aproximada de 9 metros na vazante. Sua localização permite também projetar conexões para o Equador através do rio Napo.
O projeto propõe uma infraestrutura portuária, logística e naval integrada, já que combina serviços de recepção, armazenamento e transferência de carga com infraestrutura naval. Conta ainda com licença de estaleiro e dique seco, permitindo integrar serviços portuários, manutenção e atendimento de embarcações em um mesmo nó.
O TPPO busca incorporar Loreto a corredores logísticos de maior escala e gerar uma nova via de conexão entre determinados fluxos de carga da Amazônia brasileira e os mercados asiáticos, utilizando os portos peruanos do Pacífico como plataforma de saída. Esta alternativa complementaria as rotas tradicionais que se canalizam pelo oceano Atlântico.