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A APM Terminals prepara uma proposta de investimentos avaliada entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,3 bilhão para impulsionar uma nova etapa de desenvolvimento do Cais Norte de Callao e estender por 30 anos adicionais a concessão do terminal.
José Carlos Maia, diretor de Projetos da empresa, indicou que a iniciativa será apresentada ao Governo peruano e busca desenvolver infraestrutura tanto dentro quanto fora do porto, em um contexto marcado pela crescente demanda logística e pela transformação do sistema portuário nacional.
"O próximo passo será apresentar esse pacote de cerca de US$ 1,2 bilhão ou US$ 1,3 bilhão para estender a concessão por mais 30 anos", afirmou em entrevista à Gestión.
Atualmente, a concessão do Cais Norte permanece válida até 2041.
Conforme explicou Maia, a proposta contempla investimentos voltados para melhorar a capacidade operacional do terminal e resolver problemas logísticos que afetam Callao.
"Falamos de um anteporto para acabar definitivamente com o congestionamento na região de Callao. Falamos de investimentos internos dentro do porto também", afirmou.
Entre as iniciativas está a construção de um anteporto com capacidade para 1.200 caminhões, equipado com serviços para transportadores e sistemas tecnológicos para gerenciar o fluxo de carga antes de sua entrada no terminal.
A proposta também considera maiores níveis de inspeção de mercadorias por meio de sistemas de escaneamento.
"Queremos uma solução que combine infraestrutura e tecnologia. Nossa intenção é escanear 100% da carga", sustentou.
O novo pacote se somaria à denominada etapa 3B de modernização do terminal, que contempla investimentos próximos a US$ 550 milhões entre 2026 e 2030.
As obras incluem a reconstrução e ampliação do cais 5C, a incorporação de novos equipamentos para o manuseio de contêineres, melhorias nos pátios de armazenamento e a modernização dos acessos internos.
Com esses trabalhos, a APM Terminals espera aumentar a capacidade do terminal de aproximadamente 1,3 milhão para 1,75 milhão de contêineres por ano.
Além disso, a capacidade de carga geral aumentaria de 13,5 milhões para 18 milhões de toneladas anuais.
A empresa afirma que esses investimentos permitirão acompanhar o crescimento do comércio exterior peruano e reforçar a competitividade logística do principal porto do país.
Fonte: apam_nacionales

