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Com o objetivo de melhorar a segurança e aumentar a eficácia na luta contra o narcotráfico internacional, Portos do Paraná realizou um Fórum de Capacitação em Segurança Portuária, desenvolvido pela Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP), também conhecida como Guarda Portuária.
O curso foi realizado em colaboração com a DBK9 Detection Brasil e reuniu 36 participantes, entre guardas e agentes de segurança portuária que trabalham nos portos de Paranaguá e Antonina (Paraná), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Um membro do Conselho Integrado de Segurança e Inteligência Empresarial (Cisie) também participa do Fórum.
O ciclo de capacitação teve 24 horas de formação. O programa inclui palestras, workshops e práticas operacionais, com exercícios simulados que refletem a realidade dos portos brasileiros, a fim de fortalecer as capacidades técnicas, operacionais e comportamentais dos profissionais de segurança portuária.
O major César Kamakawa, chefe da Unidade Administrativa de Segurança Portuária de Portos do Paraná, considera que o Fórum é importante porque, além de fortalecer o conhecimento técnico e fornecer orientação sobre como agir em situações adversas, permite a integração entre as forças de segurança e a troca de experiências.
"Essa proximidade permite que as práticas aplicadas em Paranaguá e Antonina sirvam, de alguma forma, aos portos de Santos e São Francisco do Sul, assim como essa interação traz um maior conhecimento aos membros dos portos do Paraná", destacou Kamakawa.
O diretor da DBK9, Felipe Kanitz Braga, reforça a necessidade de coletivismo para a ação conjunta das forças de segurança e detalha que o Fórum fornece orientação para o melhor desempenho operacional de agentes e guardas. Todo o conteúdo foi transmitido por profissionais ativos e altamente qualificados.
"Os instrutores contam com uma ampla trajetória profissional, principalmente ligada à segurança pública. A Guarda Portuária é um organismo de segurança que opera na linha de frente, especialmente na luta contra o tráfico internacional. Portanto, toda essa experiência é transmitida a eles para que possam adaptar esse conhecimento ao ambiente portuário e servir melhor à sociedade", enfatizou Kanitz Braga.
Entre as experiências que poderiam ser aproveitadas pelas forças de segurança de outros estados está o trabalho conjunto para reprimir as atividades ilícitas. Graças ao uso da inteligência e à adoção de estratégias, desde 2019 tem sido registrada uma redução nas apreensões de drogas, o que representa uma diminuição de 87% nos portos do Paraná.
"Não precisamos recorrer ao confronto armado direto, pois contamos com outras maneiras de combater o crime organizado. Atuamos por meio de ações de governança, reduzindo as lacunas que os oportunistas poderiam aproveitar; portanto, nossas tarefas atuais priorizam fechar essas janelas de oportunidade", detalhou o major César Kamakawa, que interveio na inauguração do evento.
Também intervieram na primeira aula o representante da Polícia Federal, Alessandro de Barros Vivone, chefe da Unidade Especial de Polícia Marítima (Nepom), e Gerson Zanetti Faucz, delegado do Serviço Federal de Receitas em Paranaguá.
Segundo Vivone, a qualificação profissional, a integração organizada entre as forças de segurança e os investimentos em tecnologia são alguns dos fatores que contribuíram para os resultados observados nos portos do Paraná.
"Essa integração é fundamental para a segurança portuária, pois cumpre as exigências do Código ISPS (Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias). Paranaguá tem evoluído significativamente em matéria de segurança, tanto através da tecnologia quanto da preparação, como está sendo realizada atualmente com a unidade de segurança", afirmou o chefe do Nepom.
O delegado do Serviço Federal de Receitas salientou que a formação contínua dos agentes e guardas portuários é necessária para uma atualização constante, especialmente para estar em dia com o modus operandi dos criminosos.
"À medida que a criminalidade evolui e busca novas formas de operar, é fundamental que todos se mantenham atualizados e ativos, colaborando em um esforço conjunto entre o Serviço Federal de Impostos, a Polícia Federal, a segurança privada e a segurança pública no pátio da Guarda Portuária. Uma troca rápida de informações é necessária porque a criminalidade está se organizando cada vez mais e desenvolvendo novas estratégias", assinala Gerson.
O programa do Fórum incluiu atividades cooperativas entre equipes, workshops sobre cadeia de custódia, apreensão de drogas, escolta de pessoas, técnicas para abordagem de pessoas, veículos e edifícios, atendimento pré-hospitalar tático, exercícios práticos e estudos de caso. O conteúdo foi apresentado de forma interativa, com debates e dinâmicas de grupo.
Neste último dia, os participantes realizaram simulações aplicando tudo o que aprenderam através das experiências cooperativas.
A formação inclui exercícios práticos para aplicar os conhecimentos adquiridos em situações reais. A qualificação conclui com uma sessão informativa técnica e uma avaliação final, que culmina com a entrega de certificados aos participantes.

