• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

A chegada do navio de cruzeiro israelense Crown Iris a Pireu (Grécia) em 14 de agosto provocou uma manifestação de grupos pró-Palestina, representantes sindicais e organizações políticas. O protesto foi organizado pela União Grega de Marinheiros (PENEN), com a participação de partidos de esquerda, associações e grupos de direitos. Manifestantes se reuniram na área do porto enquanto os passageiros se preparavam para desembarcar da embarcação, que é operada pela empresa israelense Mano Maritime. Bandeiras e faixas palestinas foram exibidas, enquanto os manifestantes pediam o fim da cooperação da Grécia com Israel. A polícia manteve uma presença substancial na área e impediu que os manifestantes se aproximassem do navio. A PENEN disse que a manifestação fazia parte de sua campanha contínua em apoio aos palestinos. A organização renovou seu apelo para que o governo grego corte relações com Israel e disse que pretendia continuar sua mobilização. A última manifestação segue uma série de protestos envolvendo o Crown Iris em portos gregos desde 2025. A embarcação já havia encontrado manifestações durante escalas em destinos como Syros, Rodes, Agios Nikolaos em Creta e Volos. Os protestos se concentraram na oposição às ações militares de Israel em Gaza e na crítica à relação política e econômica da Grécia com Israel. Algumas manifestações anteriores também incluíram alegações não verificadas de que militares israelenses estavam viajando entre os passageiros. Tais alegações não foram estabelecidas na reportagem sobre a última escala em Pireu. A manifestação em Pireu ocorreu sem impedir a escala programada do navio, com os passageiros podendo desembarcar sob os arranjos de segurança estabelecidos ao redor do terminal. O incidente novamente colocou a operação de um navio de cruzeiro israelense na Grécia no contexto das contínuas tensões políticas em torno da guerra em Gaza.

