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ABB foi selecionada como parceira tecnológica em energia, propulsão e automação para duas novas balsas Ro-Pax, denominadas Kupe e Cook, que fazem parte do Programa de Substituição de Balsas do Estreito de Cook, um investimento em infraestrutura estratégica da Nova Zelândia.
A empresa fornecerá os sistemas integrados necessários para garantir a confiabilidade, a eficiência e o desempenho ambiental de ambas as balsas. Construídas pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International (GSI), as unidades serão entregues à Ferry Holdings Limited, entidade governamental neozelandesa, em 2029.
As embarcações, de 200 metros de comprimento e 28 de largura, operarão nas difíceis condições do Estreito de Cook (Te Moana o Raukawa, em maori), na confluência do Mar da Tasmânia e do Oceano Pacífico Sul, cobrindo a travessia de 92 quilômetros entre Wellington e Picton, conectando as ilhas Norte e Sul.
Os navios oferecerão 63% mais capacidade para passageiros (1.530 pessoas) e 44% mais carga (2.400 metros lineares) que seus predecessores. As balsas estão equipadas para o transporte ferroviário, o que permite carregar mercadorias diretamente nos navios, eliminando assim múltiplas etapas de manuseio de carga durante as transferências entre ilhas.
Fundamentais para a economia nacional, esses navios também oferecerão alta eficiência no consumo de combustível, menores emissões e uma redução do ruído irradiado subaquático (URN), em consonância com os projetos de balsas mais inovadores do mundo. A baixa do URN tem sido uma prioridade para ajudar a proteger a vida marinha nos Marlborough Sounds, conforme reconhecido na classificação DNV Silent-E.
"Essas balsas representam um investimento chave na infraestrutura de transporte da Nova Zelândia. A escolha da ABB nos dá a segurança de que entregaremos embarcações com tecnologia de potência, propulsão e automação de primeiro nível. Esses sistemas são projetados para as exigentes condições do Estreito de Cook e construídos para minimizar o impacto ambiental ao longo de todo o seu ciclo de vida", disse Massimo Soprano, diretor do programa de navios da Ferry Holdings Limited.
"Ao crescer às margens da baía de Lyall em Wellington, eu via as balsas zarparem para o Estreito de Cook em todo tipo de condições: vento, ondas e etc. Essa imagem ficou gravada em mim. Essa conexão pessoal torna ainda mais significativo fazer parte agora do desenvolvimento de embarcações que transformarão essa travessia. Elas são mais silenciosas, mais limpas, mais confiáveis e projetadas para os próximos 30 anos de crescimento da Nova Zelândia", expôs Palemia Field, gerente global do Segmento de Balsas da Divisão Marine & Ports da ABB.
Combinando eficiência e responsabilidade ambiental, as especificações do navio incluem um sistema híbrido elétrico de propulsão e energia que pode ser utilizado com qualquer tipo de combustível.
O sistema de armazenamento de energia em baterias de 8,2 MWh instalado permitirá operações portuárias com emissões quase nulas ou uma reserva de energia durante 10 minutos. A arquitetura de potência também permite que o sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) seja ampliado até 12,3 MWh, com capacidade adicional para se integrar com as tecnologias de carga em terra quando estiverem disponíveis.
O fornecimento da ABB inclui quatro alternadores principais, bem como motores e acionamentos para os três propulsores de proa. Duas unidades de propulsão Azipod substituem os eixos de hélice, lemes e propulsores de popa tradicionais das balsas anteriores, oferecendo uma eficiência superior e uma navegação mais silenciosa e suave.
Isso representa uma melhoria significativa para os passageiros que cruzam o Estreito de Cook, conhecido por suas condições difíceis e imprevisíveis, fortes marés e mar agitado. As unidades Azipod, sem engrenagens e com direção de 360°, também proporcionam maior manobrabilidade aos navios.
Os navios poderão navegar a baixa velocidade (2 nós) com ventos de 40 nós provenientes de qualquer direção, superando em muito o que a frota atual pode alcançar durante as entradas e saídas dos portos de Wellington e Picton.
No coração da arquitetura energética dos navios está o sistema de gestão de energia PEMS da ABB, o "cérebro inteligente" que equilibra continuamente a energia entre os geradores, o sistema de armazenamento das baterias, a propulsão e as cargas auxiliares.
Em vez de gerenciá-los como sistemas separados, o PEMS os trata como um todo integrado, otimiza automaticamente o consumo de combustível, permite as operações portuárias apenas com energia das baterias e mantém a continuidade do fornecimento elétrico em caso de falha. Esse nível de integração e resiliência inerente garante uma confiabilidade operacional inigualável. O PEMS demonstrou essa capacidade em múltiplos projetos de balsas da ABB em todo o mundo.
O sistema será complementado com o sistema de diagnóstico remoto (RDS) ABB Ability para monitoramento contínuo 24 horas por dia, sete dias por semana, e acesso à rede global de especialistas da ABB. Essa solução digital permite a manutenção preditiva, uma resolução de problemas mais rápida e análises operacionais em tempo real, o que ajuda os operadores a melhorar a disponibilidade dos navios, reduzir os custos do ciclo de vida e garantir operações seguras e eficientes.
Para as balsas, que constituem o núcleo da rede de transporte de mercadorias e passageiros da Nova Zelândia, onde uma interrupção imprevista teria consequências diretas para os horários, afetando as conexões ferroviárias e milhares de viajantes, a capacidade de detectar e resolver problemas de forma remota antes que provoquem falhas é um verdadeiro fator diferenciador nas operações.