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Em junho de 2026, a carga total movimentada nos portos da Região do Bio Bio foi de 2.346.060 toneladas, registrando um crescimento de 9,6% na comparação anual, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
De acordo com o relatório, a maior incidência positiva foi impulsionada pelo serviço de desembarque do exterior, que exibiu um incremento de 44,1% após movimentar 867.417 toneladas. Essa alta foi sustentada pela maior carga de granel sólido (720,4%), solta ou geral (93,9%) e contêineres (20,1%).
Por sua vez, a carga embarcada para o exterior atingiu 1.022.470 toneladas (representando 43,6% do total), embora tenha registrado uma diminuição de 3,6% devido principalmente a um menor movimento de granel sólido (-100%). As operações de reestiva e transbordo movimentaram 57.192 toneladas, registrando um retrocesso de 22% provocado pela menor atividade de reestiva (-29,2%).
Enquanto isso, o serviço de cabotagem diminuiu 1,4% em doze meses, totalizando 357.201 toneladas, explicado pela menor carga embarcada (-2,8%). O serviço de trânsito também mostrou valores negativos, contraindo 2,1% (41.780 toneladas) devido a uma menor carga desembarcada (-1,6%) e embarcada (-5,7%).
O relatório do INE também destaca que os contêineres manipulados nas instalações portuárias regionais somaram 135.400 TEU, registrando um incremento de 23,1% em doze meses.
Esse avanço foi impulsionado pelos recipientes de carga de 40 pés, que dominaram o espectro com 93% do movimento total (65.257 unidades) e um crescimento de 23,5%. Além disso, as caixas de 20 pés atingiram 4.886 unidades (7% do total), registrando um aumento de 12,1% interanual.
Transporte terrestre e pedágios
Paralelamente à atividade portuária, o fluxo de veículos de carga pelas rodovias regionais registrou uma queda. Durante junho de 2026, as praças de pedágio do Bio Bio controlaram 468.598 passagens de veículos de carga, o que significou uma diminuição de 4,6% em relação a junho de 2025 (22.437 passagens a menos).
Essa diminuição esteve concentrada nos caminhões de três ou mais eixos (que representam 77,4% do transporte pesado na região), cujas passagens caíram 4,6% interanual, com 362.623 controles. Por sua vez, os caminhões de dois eixos (22,6% do total) registraram 105.975 passagens, contraindo 4,5%.

